A Petrobras realizou um leilão de diesel no Rio Grande do Sul após relatos de dificuldade no fornecimento do combustível em diferentes regiões do estado. A medida ocorre em um momento de forte demanda, especialmente por parte do agronegócio, que depende do diesel para o transporte da produção e para as atividades de colheita no campo.
Segundo informações divulgadas por fontes do setor, foram ofertados cerca de vinte milhões de litros de diesel no leilão realizado pela estatal. O combustível deve ser retirado na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, com previsão de entrega a partir da segunda metade de março.

A iniciativa foi tomada após relatos de escassez do combustível, principalmente em regiões onde produtores rurais e transportadoras afirmaram enfrentar dificuldades para adquirir diesel junto às distribuidoras.
Leilão tenta equilibrar oferta de combustível
O leilão foi direcionado principalmente aos chamados transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs), empresas responsáveis por vender diesel diretamente para produtores rurais, transportadoras e indústrias. Essas empresas relataram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que diversos pedidos de compra feitos às distribuidoras não estavam sendo atendidos.
Diante da situação, a Petrobras decidiu colocar volumes adicionais no mercado por meio do leilão. Segundo a companhia, esse tipo de operação faz parte das práticas comerciais previstas nos contratos com distribuidoras e pode ser utilizado para complementar a oferta regular de combustíveis ou aproveitar oportunidades de mercado.

De acordo com pessoas ligadas ao setor, o objetivo também foi reduzir a tensão no mercado diante das preocupações com o abastecimento em um período considerado crítico para a economia do estado.
Alta do petróleo pressiona mercado de combustíveis
O cenário de pressão sobre o diesel no Brasil também está relacionado ao aumento das cotações internacionais do petróleo. Nas últimas semanas, o preço do barril subiu após o agravamento de tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que impacta diretamente o mercado global de combustíveis.
Embora a Petrobras não tenha anunciado aumento oficial no preço do diesel nas refinarias, parte do combustível consumido no país é importado ou produzido por refinarias privadas, que seguem os valores do mercado internacional. Isso acaba influenciando os preços praticados internamente.

Além disso, a diferença entre os preços domésticos e internacionais pode gerar distorções no mercado. Distribuidoras podem reduzir as vendas ou aguardar novos reajustes, o que contribui para a percepção de escassez do produto em algumas regiões.
Agronegócio acompanha situação com preocupação
A possível falta de diesel preocupa especialmente o setor do agronegócio no Rio Grande do Sul. O combustível é essencial para o funcionamento de máquinas agrícolas, transporte de grãos e logística da produção.
O estado vive um período intenso de atividades no campo, com a colheita de culturas como soja, milho e arroz, o que eleva a demanda por combustível. Qualquer interrupção no fornecimento pode impactar diretamente a produtividade e os custos do setor.
Por isso, entidades do agronegócio e transportadores seguem monitorando a situação de perto e cobrando medidas que garantam o abastecimento regular do diesel nas próximas semanas.
Fonte: ESTADÃO
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