O número de feminicídios registrados no Rio Grande do Sul apresentou crescimento preocupante no início de 2026. Levantamento apresentado pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa indica aumento de 53% nos casos em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados apresentados durante reunião com representantes da área de segurança pública, 20 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado entre janeiro e fevereiro deste ano, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 13 casos.
A situação acendeu alerta entre parlamentares e autoridades que acompanham o tema da violência contra a mulher no estado.
Debate na Assembleia aponta necessidade de reforçar políticas de proteção
Durante a reunião da comissão, deputados destacaram a necessidade de ampliar investimentos em políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Entre as medidas defendidas estão o fortalecimento da rede de atendimento às vítimas e a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).

Parlamentares também ressaltaram a importância de ações educativas voltadas à prevenção da violência de gênero. A avaliação é de que campanhas de conscientização e programas educativos podem contribuir para reduzir a incidência de crimes contra mulheres.
Segurança pública aposta em monitoramento de agressores
Representantes da Secretaria da Segurança Pública do Estado afirmaram que uma das estratégias para enfrentar o problema tem sido o monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas.
Segundo o secretário da pasta, investimentos vêm sendo direcionados para ampliar esse tipo de controle, considerado uma ferramenta importante para acompanhar suspeitos e evitar a aproximação de vítimas protegidas por medidas judiciais.

Dados apresentados durante o encontro indicam que centenas de agressores já são monitorados no estado e que o número de medidas protetivas concedidas pela Justiça continua elevado.
Violência contra a mulher segue como desafio no estado
Apesar das iniciativas adotadas nos últimos anos, especialistas e ativistas apontam que o enfrentamento da violência contra a mulher ainda enfrenta dificuldades estruturais. Entre os principais problemas citados estão a falta de serviços especializados em diversas regiões e a necessidade de ampliar a rede de proteção.

O aumento recente dos feminicídios reforça a urgência de políticas públicas mais amplas, que envolvam segurança, justiça, assistência social e educação, com foco na prevenção da violência de gênero.
Fonte: CORREIO DO POVO
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