A relação comercial entre o Brasil, o Irã e outros países do Oriente Médio voltou ao centro das atenções após a escalada das tensões geopolíticas na região. Dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, embora o comércio com o Oriente Médio represente uma parcela relativamente pequena das exportações brasileiras, ele é estratégico para alguns setores importantes da economia nacional.

Entre os produtos brasileiros enviados ao Oriente Médio estão principalmente itens do agronegócio e commodities. Carnes de aves, açúcar, milho e soja aparecem entre os principais produtos exportados para a região, além de minério de ferro, petróleo, café e ouro. Mesmo representando cerca de 4,2% das exportações totais do Brasil, o Oriente Médio tem grande peso para cadeias específicas do agronegócio brasileiro.
Agronegócio domina as exportações brasileiras para a região
Grande parte da relação comercial do Brasil com o Oriente Médio está concentrada no setor agrícola. Países da região são grandes compradores de alimentos brasileiros, o que torna esse mercado relevante para produtores rurais e para a balança comercial do país.

No caso específico do Irã, o país tem papel importante como comprador de grãos. Em 2025, por exemplo, os iranianos foram os maiores importadores de milho brasileiro, respondendo por cerca de 23,1% das exportações do produto. Já nos primeiros meses de 2026, o Irã continua entre os principais compradores do grão produzido no Brasil.
Além do milho, o país também importa volumes relevantes de soja, açúcar e derivados agrícolas, reforçando a importância da relação comercial para o agronegócio brasileiro.
Importações brasileiras incluem fertilizantes
A relação comercial entre Brasil e Irã não se limita às exportações brasileiras. O país também vende alguns produtos ao mercado brasileiro, principalmente insumos utilizados no agronegócio.
Entre eles estão fertilizantes químicos, fundamentais para a produção agrícola. Em 2025, o Brasil importou cerca de 66,8 milhões de dólares em fertilizantes iranianos, segundo dados do governo. Nos primeiros meses de 2026, as compras já mostram crescimento significativo em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Especialistas apontam que qualquer instabilidade no Oriente Médio pode afetar esse comércio, principalmente por causa da importância da região para o fornecimento de energia, fertilizantes e rotas comerciais globais.
Conflito pode gerar efeitos econômicos indiretos
Embora o Irã não esteja entre os maiores parceiros comerciais do Brasil, economistas alertam que conflitos na região podem gerar impactos indiretos na economia brasileira. Isso ocorre porque o Oriente Médio exerce influência sobre mercados estratégicos, como energia, fertilizantes e alimentos.
Por isso, tensões geopolíticas envolvendo países como Irã, Estados Unidos e Israel costumam ser acompanhadas com atenção por governos e analistas econômicos, já que podem afetar preços internacionais, custos de produção e fluxos comerciais em diferentes partes do mundo.
Fonte: CNN BRASIL
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