A semana em Pelotas foi marcada por um caso que repercutiu em todo o país. Oito estudantes do IFSul (Instituto Federal Sul-rio-grandense) foram afastados após suspeitas de envolvimento na criação e compartilhamento de uma lista com conteúdo de caráter sexual envolvendo alunas da instituição. De acordo com a direção, ao menos 30 adolescentes teriam sido mencionadas no material.
Segundo a Polícia Civil, três alunas compareceram à delegacia para registrar ocorrência. As idades dos envolvidos, tanto suspeitos quanto vítimas, não foram divulgadas até o momento.
A lista, organizada como uma espécie de ranking, teria sido disseminada por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. O conteúdo incluía imagens utilizadas sem autorização, além de comentários considerados ofensivos e depreciativos direcionados às estudantes.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Lisiane Mattarredona, uma das mães procurou a polícia após tomar conhecimento do material. Ela relatou que alunos teriam feito montagens com fotos de algumas jovens, incluindo a filha, acompanhadas de comentários constrangedores.
As investigações agora avançam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e reunir provas. A Polícia Civil também solicitou informações à instituição de ensino para aprofundar a apuração do caso.
A delegada destacou que o foco da investigação é confirmar a veracidade dos fatos e verificar se há elementos que caracterizem o crime, incluindo possíveis práticas de cyberbullying.
NOTA OFICIAL DO IFSUL
A Reitoria e a Direção-geral do Câmpus Pelotas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) vêm a público prestar esclarecimentos sobre o caso envolvendo a elaboração e o compartilhamento de lista com conteúdo depreciativo, contendo imagens de estudantes do Câmpus Pelotas.
Ações encaminhadas:
realização de reunião entre a Direção-geral do Câmpus Pelotas e a Reitoria, com a constituição de Comissão Extraordinária de Averiguação dos Fatos de Misoginia e Proposição de Ações para Proteção integral de Mulheres no IFSul (Portaria n.º 722, de 24 de março de 2026) para alinhamento institucional sobre a condução do caso;
publicação de nota oficial de repúdio, reafirmando o posicionamento institucional de não tolerância a qualquer forma de violência ou assédio.
Identificação dos autores
Alunos os quais se apresentaram voluntariamente -, com a realização de reuniões com responsáveis por estes estudantes;
adoção de medida cautelar de afastamento por tempo indeterminado dos estudantes envolvidos enquanto se desenvolvem os procedimentos administrativos cabíveis;
acolhimento das estudantes vitimadas e do estudante vitimado, por meio de atendimento interdisciplinar, envolvendo equipes da psicologia e do serviço social, com acompanhamento individual e coletivo;
Reuniões de acolhimento e escuta com responsáveis legais das estudantes vitimadas;
abertura de processos administrativos internos para formalização da ocorrência, organização documental e encaminhamento às instâncias competentes e
comunicação formal e articulação com órgãos externos, incluindo Polícia Federal, Vara da Infância e da Juventude, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, Ministério Público e Conselho Tutelar.
O IFSul reafirma que situações como esta são tratadas com a máxima seriedade, responsabilidade institucional e respeito às pessoas envolvidas, assegurando direito ao contraditório e a ampla defesa e reafirmando seu compromisso com o enfrentamento ao assédio e às violências por meio de ações não apenas de caráter disciplinar, mas também educativo, preventivo e formativo.
Por fim, o IFSul solicita à comunidade e à sociedade em geral que evitem a disseminação de notícias não verificadas e que busquem informações pelos canais oficiais da instituição.
Direção-geral do Câmpus Pelotas – IFSul
Reitoria do IFSul
Fonte: PELOTAS 13 HORAS
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